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17 de maio e os caminhos para combater a homofobia no Brasil

17 de maio e os caminhos para combater a homofobia no Brasil

É importante falar sobre o dia 17 de maio, o Dia Internacional Contra a Homofobia. Acompanhe para entender.

A comunidade LGBTQIA+ é alvo de ataques diários que ferem seus direitos básicos reconhecidos socialmente. Um exemplo disso é a impossibilidade de pessoas não heterossexuais se casarem com a parceira ou o parceiro e de serem condenadas à morte em mais de 60 países, por mais triste e inacreditável que seja tudo isso.

Todavia, não precisamos ir muito longe para encontrar tantas injustiças. No Brasil, ainda há quem tenha dificuldade em respeitar e cometa atos odiosos contra os integrantes dessa comunidade que não desejam nada além de ser quem são e viver suas vidas.

É sobretudo por essas razões que é importante falar sobre o dia 17 de maio, o Dia Internacional Contra a Homofobia. Acompanhe para entender mais a respeito!

Como surgiu o Dia Internacional Contra a Homofobia?

O dia 17 de maio foi escolhido porque nessa data, no ano de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Nacional de Doenças. Sim, há 30 anos a não heterossexualidade era vista como uma desordem mental. Dá para acreditar?

Essa data marca a luta de toda a comunidade LGBTQIA+, como transgêneros, bissexuais, intersexuais, assexuais etc. Ela representa combate, conscientização e resistência, por isso é tão importante ser lembrada e mencionada aqui no blog do Buscavegan (inclusive, não é a primeira vez que falamos disso por aqui).

Algumas pessoas podem até pensar que hoje em dia as dificuldades enfrentadas por pessoas homossexuais já não são tão grandes quanto eram há 30 anos, mas isso é um engano. Ainda existem resquícios desse preconceito que ferem essa comunidade profundamente. E que matam! Por essa razão, falaremos no tópico a seguir sobre o porquê dessa luta ser tão fundamental para a existência desses indivíduos.

Por que a luta contra a homofobia ainda é necessária?

Não há dúvidas de que depois de 30 anos muitas mudanças e melhorias aconteceram. No entanto, não podemos perder de vista que muitos direitos são negados a essa parcela da população, como o simples ir e vir de mãos dadas com quem se ama!

Embora a homossexualidade não seja um ato criminoso no Brasil, essas pessoas são julgadas, maltratadas e mortas por demonstrarem afeto em vias públicas — algo que, todes sabemos, nunca aconteceria com um casal heterossexual.

A homofobia, por sua vez, é sim um crime contra a liberdade de expressão da singularidade humana! Isso dado que se trata de um ato discriminatório, o que fere os direitos fundamentais do ser humano reconhecidos pela Declaração Mundial dos Direitos Humanos (DSDH).

Mas de que forma a homofobia se manifesta na sociedade atual e por quais motivos ela deve ser combatida? Basta sensibilizarmos nosso olhar para os casos de violência mental e física, de invisibilidade empregatícia, de não aceitação familiar e para o alto número de suicídios dessa população.

Ademais, a ideia da heteronormatividade deve ser abandonada, uma vez que resume um conjunto de atitudes preconceituosas e compulsórias que considera a homossexualidade um desvio da norma. Por essas e outras razões que o combate contra a homofobia não pode parar.

O tema deve ser falado, encorajado e divulgado socialmente para que ganhe visibilidade e conscientize pessoas cada vez mais. Assim, não terá perseguição, humilhação, preterimento e mães não chorarão a morte de seus filhos e suas filhas. Seremos capazes de tornar o mundo um lugar um pouco melhor para a comunidade LGBTQIA+.

Como combater a homofobia?

Você não precisa ser homossexual para lutar contra a homofobia. Embora uma pessoa heterossexual jamais sinta na pele o que a comunidade LGBTQIA+ passa todos os dias, essa causa também deve ser nossa, pois é do interesse de todes viver em um mundo mais justo.

O primeiro passo para combater a homofobia, portanto, é a empatia, mas não no sentido de “se colocar no lugar do outro”. O lugar em questão é um que não nos cabe, não fazemos ideia de como é estar no lugar do outro, mas podemos tentar entender a outra pessoa e não tornar seu lugar mais difícil do que já é.

Algumas outras práticas que vale a pena mencionar são:

  • votar em candidatos pró direitos LGBTQIA+;
  • apoiar seu filho/filha, irmão/irmão, amigo/amiga LGBTQIA+;
  • fazer parte de grupos militantes que busquem formas de protestar e conquistar direitos para a comunidade LGBTQIA+;
  • contratar ou indicar o trabalho dessas pessoas;
  • acolher lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e outres na sua casa quando esses indivíduos precisarem de ajuda;
  • cobrar pela representatividade LGBTQIA+ em novelas, programas, comerciais, filmes, séries, peças de teatro etc.;
  • não diminuir a luta contra a homofobia! Não diga que é “mimimi”, vitimismo ou qualquer outra parada chata e sem noção.

Mesmo depois de tanto tempo desde o primeiro 17 de maio, ainda é importante ter em mente que a vida de um ou uma LGBTQIA+ ainda é repleta de ofensas, preconceito e violência. Portanto é importante ter conversas sobre o combate à homofobia e buscar formas de impactar positivamente a vida dessas pessoas.

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Mayara escreve sobre coisas que fazem seu coração bater mais forte desde 2016. Também gosta de ler, bordar, tomar café, assistir séries e afofar seu coelho (não necessariamente nessa ordem). Conheça ela no Instagram @may_paes e no @bastidordesaturno.


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