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A influência da alimentação na saúde mental

A influência da alimentação na saúde mental

Você sabia que existe, no organismo humano, um canal que liga o intestino ao cérebro diretamente e sem escalas? Acompanhe para entender!

Você sabia que existe, no organismo humano, um canal que liga o intestino ao cérebro diretamente e sem escalas? Este canal é o nervo vago, por onde o intestino envia informações ao cérebro e o cérebro ao intestino.

Daí já podemos começar a pensar o papel essencial dos alimentos na produção de um ambiente ideal para a atividade dos neurotransmissores e, consequentemente, das atividades cerebrais (funções cognitivas e emocionais e instintivas).

O que são neurotransmissores?

Os neurotransmissores são mensageiros químicos que transportam, estimulam e equilibram os sinais entre os neurônios, ou células nervosas e outras células do corpo, através das sinapses. Por exemplo: a adrenalina, neurotransmissor de luta e fuga, é estimulante do sistema nervoso; a dopamina e a serotonina são os neutransmissores responsáveis pelas sensações de prazer e felicidade. Estes são apenas alguns dos neurotransmissores que possuímos.

Eles são formados a partir dos nutrientes que chegam na nossa corrente sanguínea. Isso significa que: a qualidade destes neurotransmissores depende completamente da qualidade dos alimentos que ingerimos e do metabolismo; alimentos estes que por fim vão influenciar a capacidade do sistema metabólico de digeri-los e absorver os nutrientes.

E o que a microbiota intestinal tem a ver com a saúde mental?

A microbiota intestinal, ou flora intestinal, é um complexo de espécies de microrganismos que vivem no nosso trato digestivo, sendo o maior reservatório de bactérias do corpo.

Esta colônia é responsável pela manutenção do metabolismo e são essenciais na produção dos neurotransmissores, como já mencionado.

Dessa forma, o desenvolvimento da saúde mental, as mudanças comportamentais e a inflamação cerebral estão diretamente relacionadas com a saúde do intestino e, consequentemente, com a alimentação.

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Quais são as consequências da má alimentação?

Maus hábitos alimentares podem causar fadiga crônica (cujos sintomas são muito similares à depressão), maior risco para transtorno depressivo e bipolar, maior instabilidade de humor, menor sensação de felicidade, maior risco de neurose e redução do tempo de reação (cognitivo).

A resposta do corpo a alimentos industrializados, processados e incompatíveis com nosso organismo é um aumento dos níveis de adrenalina e cortisol, que aumentam os sintomas de ansiedade; e diminuição dos níveis de dopamina e serotonina, causando sintomas de depressão, prejuízo na neurogênese (produção de neurotransmissores) e fadiga crônica (cansaço).

Portanto, muito desse sintomas advêm da submissão dos corpos a uma má alimentação por um período longo de tempo e podem ser curados ou amenizados com o consumo de alimentos saudáveis que, ao invés de destruir a microbiota intestinal, contribuem para sua construção, nutrição, saudável e eficiente.

Além da alimentação

A mastigação (trituração do alimento) e a secreção gástrica (digestão e absorção dos nutrientes) também são etapas importantes nesse processo e influenciam diretamente a saúde desses microrganismos e, consequentemente, a nossa.

Pressa ao se alimentar, estresse, medicamentos, álcool, café, farinha e doces são outros fatores que também prejudicam a microbiota e o metabolismo.


Como é poder saber que a sua saúde mental, além da sua saúde física, também está na suas mãos e pode ser cuidada junto com o cuidado da sua alimentação?


Natália acredita na harmonia entre (todos) os seres terrestres. É uma estudante da vida, psicóloga clínica e institucional, e adepta à alimentação consciente. Conheça seu trabalho no instagram @manifesto.psi!


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