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Adoção ou compra de animais: o que isso tem a ver com veganismo?

Adoção ou compra de animais: o que isso tem a ver com veganismo?

A comercialização de animais não é uma ideia que agrada pessoas veganas, afinal somos contra qualquer tipo de exploração animal. Leia mais sobre a importância de adotar!

Como fica a questão dos animais de estimação e o veganismo? Qual é a forma correta: adoção ou compra? Essas são as dúvidas que permeiam os pensamentos de muitas pessoas que desejam encontrar um novo membro para a família.

Afinal, um vegano pode ou não ter cachorros? E Gatos? Ou Coelhos, peixes e cavalos? O assunto é delicado e não existe consenso. A resposta vai depender bastante da opinião pessoal de cada um, porém, é possível ponderar acerca do dilema que é a adoção ou a compra de animais.

É importante deixar claro que o post não tem o objetivo de fazer juízo de valor, mas de propor uma reflexão sobre o tema. Acompanhe!

Compra de animais

Comprar animais é eticamente questionável do ponto de vista do veganismo. Isso porque estamos falando de comercializar vidas. O processo de compra envolve uma relação de posse em que o ser humano é o dono e o animal o objeto. Bem problemático, não?

Existem pessoas que vivem da reprodução animal e da venda de filhotes — isso é exploração. As fêmeas são usadas, basicamente, a vida inteira como matriz de reprodução para, no fim da gestação, serem brutalmente separadas de seus filhotes. Consegue imaginar o quanto a existência desses bichos é miserável?

Essas “fábricas de filhotes” são, de modo geral, locais horríveis e sem a mínima estrutura para garantir o bem-estar dos animais. Lá, ocorre a reprodução dos bichos que serão vendidos por preços exorbitantes, mas nem sempre há uma preocupação real com a saúde deles. Não é à toa que se gasta menos com veterinário em casos de cachorros nascidos na rua, uma vez que os de raça são gerados de forma cruel.

Os protetores de animais, como a Luísa Mel, desempenham um papel importante na luta contra esse tipo de comércio. Esses grupos de pessoas encontram os criadouros clandestinos e resgatam os animais. É aqui que entra a questão da adoção.

Adoção de animais

Animais abandonados depois de velhos ou resgatados de criadouros com uma série de problemas de saúde dificilmente sobreviverão sozinhos. Afinal, estamos falando de criaturas que estão sensíveis e traumatizadas. Portanto, a adoção responsável é a melhor opção nesses casos.

Adotar é um ato de amor e responsabilidade, pois além de salvar um bichinho que poderia passar fome e ser maltratado, você contribuirá para a redução da superpopulação de animais nas ruas. Todavia, é importante investigar as reais intenções antes de iniciar o processo de adoção.

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Isso dado que a procura por adoção cresceu durante a pandemia — o que me faz pensar que as razões para adotar um animal nem sempre são as mais nobres. Às vezes, tem a ver com suprir alguma carência emocional, compensar traumas pessoais com humanos, proteger o quintal de casa ou práticas esportivas e de lazer, por exemplo.

Todas essas motivações são egoístas, pois não possuem o objetivo de fazer bem ao animal. Ademais, não é certo presumir que o bichinho está feliz simplesmente por não conseguir expressar sua insatisfação. Também não é legal criar expectativas acerca de como será a convivência com ele.

Um exemplo disso é o meu animal de estimação, um coelho. Nos grupos de resgate e criação de roedores e lagomorfos, praticamente todos os tutores relatam suas experiências que envolvem muita troca de carinho com seus coelhos. Acontece que o meu Brownie é um tanto antissocial e prefere ficar na dele.

Para não se frustrar, entenda que cada animal é único e possui sua própria personalidade, por isso é errado esperar que ele atenda às suas expectativas e carências, sejam elas quais forem. A dica aqui é: adote, mas sempre com muita responsabilidade.

Animais de estimação e veganismo

Você já deve ter notado que a comercialização de animais não é uma ideia que agrada pessoas veganas, afinal somos contra qualquer tipo de exploração animal. No entanto, o problema não está, necessariamente, na pessoa que compra o bichinho.

Não existem dúvidas de que, na maioria das vezes, o animal de estimação é tão cuidado e amado que se torna parte da família. Contudo, estamos diante de uma questão de ética: não é certo vender animais como se fossem coisas. Bichos têm sentimentos e sentem dor física e emocional tanto quanto um humano.

Outro ponto que merece atenção é a alimentação do animal. Assim como nós, os cachorros podem viver com uma alimentação vegana (tem gente que cozinha arroz, lentilha, cenoura e outros alimentos sem temperos) ou vegetariana (ração sem carne), desde que balanceada e acompanhada por um veterinário.

Os gatos, por sua vez, são felinos e naturalmente carnívoros. Entretanto, algumas empresas gringas já possuem enlatados, rações e petiscos veganos para os bichanos. Não vai demorar muito para esses produtos chegarem ao Brasil, mas, até lá, o ideal é buscar pelas opções mais sustentáveis, como rações que não usem animais em seus testes.

Animais de estimação e veganismo tem tudo a ver. Pode ser muito prazeroso compartilhar a vida com os bichos, mas é preciso sair da nossa bolha de egoísmo e parar de pensar no ser humano como dono de tudo o que o rodeia.

Agora, entenda por que os animais também sofrem na construção civil!

Mayara escreve sobre coisas que fazem seu coração bater mais forte desde 2016. Também gosta de ler, bordar, tomar café, assistir séries e afofar seu coelho (não necessariamente nessa ordem). Conheça ela no Instagram @may_paes e no @bastidordesaturno.


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