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Como viver o agora em um mundo conectado?

Como viver o agora em um mundo conectado?

Um novo ano começa, com novas oportunidades e novos dias pela frente. Muitas metas novas a serem cumpridas, muitos trabalhos a serem feitos, mas é o recesso, ou o feriado, ou o fim de semana que tiramos para desacelerar, nos desconectarmos das redes sociais, vivermos mais o presente. Mas você já pensou em desacelerar todos os dias?

Um novo ano começa, com novas oportunidades e novos dias pela frente. Muitas metas novas a serem cumpridas, muitos trabalhos a serem feitos, mas é o recesso, ou o feriado, ou o fim de semana que tiramos para desacelerar, nos desconectarmos das redes sociais, vivermos mais o presente. Mas você já pensou em desacelerar todos os dias?

O Movimento Slow apareceu nesse sentido, de viver mais devagar e desafiar a cultura do século XXI de viver tudo de modo rápido, acumulado, a cultura de que ter mais é melhor que ter pouco, mas melhor.

Esse movimento surgiu como um questionamento, para pensarmos mais sobre como administramos o tempo e o que fazemos dele. Não se trata de fazer a apologia à lentidão ou de considerar que trabalho é algo negativo; nem significa recusar as tecnologias, os aspectos positivos da globalização e os avanços das ciências. Ele surge para equilibrar tudo isso, alcançando a sustentabilidade: não se deixar se estagnar mas também não virar obsessivo pela hiperatividade.

Como surgiu o Movimento Slow?

Em 1986, Carlo Petrini protestou contra a abertura de uma franquia do McDonald’s em Roma (Itália). Ele era contra o fast-food, e desde então ele fundou o movimento Internacional Slow Food.

“Perdemos a noção do tempo. Acreditamos que a vida terá mais sentido se fizermos tudo mais rápido. Por acreditarmos que a vida seja curta, queremos fazer tudo com pressa e ao mesmo tempo. Porém a vida é longa. O único problema é não sabermos usar o nosso tempo sabiamente.”

Carl Honoré, porém, foi o divulgador do termo “Slow Movement” (ou Movimento Slow). No livro In Praise of Slowness (“Elogio à Lentidão”), quase 20 anos depois do protesto de Petrini, Honoré descreveu o movimento como:

“Uma revolução cultural contra a noção de que fazer tudo com pressa é melhor. A filosofia do Slow (lentidão) não é simplesmente fazer tudo à passo de lesma. É o fato de você buscar fazer tudo na velocidade correta. Aproveitar as horas e minutos ao invés de somente contá-los. Fazer tudo da melhor forma possível, ao invés da forma mais rápida possível. É além de tudo a qualidade acima da quantidade em tudo que se faz tanto no trabalho, como na comida, quanto na educação de seus filhos.”

comer comida local quando viaja
Pexels

Slow Travel, Slow Food, tudo slow…

Todos esses conceitos nos chamam para a reanálise do que consideramos necessário para o dia a dia, em busca da readequação de nosso estilo de vida. Como foi dito no começo, não é simplesmente parar de ser quem você é, mas repensar, se reconectar com a comida, com a viagem, ter experiências mais locais, respeitar o tempo de funcionamento dos restaurantes, dos serviços, e parar de pedir que tudo seja para ontem.

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O movimento está em constante evolução, e são vários os conceitos interligados:

  • slow travel (o viajante slow torna-se parte da vida local e conecta-se a um lugar, seu povo e sua cultura)
  • slow food (o movimento Slow Food visa preservar a culinária cultural, preservar as plantas e sementes de alimentos, os animais domésticos e a agricultura dentro de uma região)
  • slow life (explicamos melhor mais abaixo)
  • slow money (visa investir o dinheiro em outros tipos de negócio, mais locais, menos globais)
  • slow education (novos tipos de escola com mais conexão com a educação, com valores e ética que permitam a criança a viver uma vida feliz numa vida mais tranquila)
  • slow cities (“cidades lentas” são caracterizadas por um modo de vida que ajuda as pessoas a viver devagar, com formas tradicionais de fazer as coisas, com menos tráfego, menos barulho, menos multidões)
  • slow books (o movimento Slow Books é sobre voltar a gostar de ler bons livros)

E se você acha que só é possível aderir a esse movimento com a vida ganha, veja algumas dicas de como desacelerar para viver melhor (slow life) em nosso blog. Se antes o lema era “Tempo é dinheiro”, hoje se pede mais tempo mesmo que com menos dinheiro, pois o importante é encontrar um ponto de equilíbrio. A correria do dia a dia afeta a saúde, o que dinheiro nenhum paga.

Se você já tem uma vida mais slow, veja nossas 7 dicas para produzir menos lixo em nosso dia a dia. O ideal é a gente ir atrás de um ano com mais sustentabilidade, e são várias as formas de conseguir isso 🙂

Esperamos que tenha gostado, e comente aqui embaixo o que considera importante para o seu novo ano!


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