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Compostagem: descubra o que é, para que serve e como fazer

Compostagem: descubra o que é, para que serve e como fazer

O que você faz com o lixo orgânico produzido na sua casa? Sabia que existe um fim bastante sustentável para esses resíduos? Estamos falando da compostagem: uma técnica que já existe há alguns séculos, mas que só ganhou notoriedade nos últimos anos. Por isso preparamos este post para apresentar o conceito de compostagem.

O que você faz com o lixo orgânico produzido na sua casa? Sabia que existe um fim bastante sustentável para esses resíduos? Estamos falando da compostagem: uma técnica que já existe há alguns séculos, mas que só ganhou notoriedade nos últimos anos — desde então, vem sendo amplamente utilizada ao redor do mundo.

Estamos acostumados a ler notícias de desastres naturais, o que denota a urgência da minimização dos impactos humanos no meio ambiente. Talvez você pense que não pode fazer muito para melhorar essa realidade, mas cada pequena ação é importante e válida de ser compartilhada.

Foi pensando nisso que preparamos este post para apresentar o conceito de compostagem. Acompanhe para aprender a dar um destino mais consciente aos resíduos domésticos. A natureza agradece!

O que é compostagem?

A compostagem é um processo de transformação de resíduos em compostos de qualidade (húmus) — poderosos adubos para hortas domésticas, vasos de plantas ou jardins. Em outras palavras, é uma técnica para recuperar os nutrientes das matérias orgânicas aproveitando a decomposição desses elementos.

Pareceu simples do jeito que explicamos, certo? Entretanto, esse é um processo que envolve transformações profundamente complexas de natureza bioquímica, realizadas por milhões de micro-organismos do solo (como fungos e bactérias) e seres invertebrados (como as minhocas).

Como pode um processo natural — e antigo — ganhar popularidade somente agora? A explicação para isso é a crescente preocupação com a sustentabilidade diante de um cenário preocupante, uma vez que 145 mil toneladas de resíduos orgânicos são jogadas em lixões e aterros por dia na América Latina e no Caribe, conforme números do Atlas dos Resíduos Sólidos na América Latina, cuja divulgação oficial se deu no Fórum Internacional Waste Expo Brasil pela ONU Meio Ambiente, em 2017.

Para que serve

Você sabia que toda essa matéria orgânica jogada em lixões e aterros sanitários gera gás metano — um dos principais causadores do efeito estufa? Só isso já é motivo suficiente para abraçarmos a causa da compostagem, não é mesmo?

Entretanto, além de reduzir o lixo doméstico, bem como a poluição de solos, lençóis freáticos e atmosfera, esse precioso ecossistema higiênico é capaz de produzir um excelente adubo a partir de resíduos orgânicos. Ou seja, se você tem plantas na sua casa, é um grande desperdício não aderir a essa técnica.

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Como fazer?

O primeiro passo é compreender que você precisará de uma composteira — local para depósito e processamento do lixo orgânico, isto é, onde ocorrerá a compostagem. Essa estrutura pode assumir diversos tamanhos e formatos, e a escolha vai depender da quantidade de matéria que você produz e do espaço disponível na sua casa.

A composteira doméstica, geralmente, é formada por três caixas escuras empilhadas: as duas de cima servem de depósito para as matérias orgânicas (que devem ser inseridas em pequenos tamanhos) e é nesses recipientes que as minhocas e micro-organismos presentes na terra atuarão para transformar resíduos em adubo, durante, aproximadamente, dois meses.

A última caixa é a coletora do “chorume”, que, diferente do encontrado em lixões e aterros, não é tóxico — inclusive, ele é preferencialmente chamado de adubo líquido ou biofertilizante. Para utilizá-lo, basta dissolver cada parte dessa substância em dez partes de água.

compostagem doméstica

Além disso, o “chorume do bem” pode ser utilizado como pesticida natural. Para tanto, é necessário dissolver esse húmus líquido em água na proporção meio a meio e borrifar nas folhas dos vegetais no final da tarde, para não ocorrer queimadura de sol nas plantas.

Confira um passo a passo simples:

  1. faça pequenos furos para facilitar a “comunicação” entre as estruturas (caso elas ainda não os tenham);
  2. forre o fundo da caixa superior com folhas secas e pequenos galhos — que funcionarão como dreno para a composteira;
  3. insira uma fina camada de terra com minhocas sobre o “dreno”;
  4. coloque os seus resíduos domésticos acima da terra;
  5. cubra o lixo orgânico com outra camada de folhas secas para facilitar a oxigenação e evitar o mal odor do processo.

Agora, confira algumas dicas e cuidados que você precisará ter com a sua composteira:

  • fazer diariamente os depósitos de lixo orgânico;
  • evitar polpa e cascas de frutas cítricas (elas podem alterar o pH da terra), plantas doentes, gorduras, carvão vegetal, serragem de madeira tratada, arroz, papel, derivados de trigo, nozes pretas, carne, laticínios, fezes de animais domésticos, alho e cebola (trazem mau cheiro e desaceleram o processo de compostagem);
  • troque as posições quando a caixa de cima estiver cheia, colando a vazia no seu lugar para recomeçar a compostagem;
  • colete o adubo orgânico, em média, a cada três meses;
  • use à vontade: legumes, verduras, grãos e sementes, sachê de chá sem etiqueta, erva de chimarrão, borra e filtro de café, frutas não cítricas e cascas de ovos.

No mais, preste bastante atenção no que for colocar na sua composteira, pois nem todos os resíduos colaboram para a degradação da matéria orgânica — alguns, até mesmo, podem prejudicar o desenvolvimento do adubo.

Ainda tem alguma dúvida sobre a compostagem? Deixe um comentário! Queremos ajudar você.


5 comentários

  1. Trabalho em um restaurante e gostaria de fazer compostagem para utilização em uma pequena horta…..tenho algumas dúvidas. O material da caixa do meio pode ser totalmente espalhado na horta, para então a mesma voltar para o topo e reiniciar o processo?! Posso usar o chorume diluido com dez partes de agua para regar a horta mesmo já utilizando o material resultante da caixa do meio?!

    1. Oi, Paulo! Tudo bem? 😄 Como sua dúvida é mais específica, perguntamos para o pessoal da Ciclo Orgânico, e eles nos retornaram. Veja a resposta!
      “Então, se a caixa do meio já estiver com “cara de adubo”, nada o impede de utilizar na horta. Entretanto, não é indicado utilizar adubo em excesso, sendo o biofertilizante um adubo líquido. E isso pode trazer malefícios pra planta.
      Em contrapartida, se ele quiser utilizar 1x por mês o biofertilizante diluído de 1/10, não há problema. Mas, se a frequência for quinzenal, por exemplo, o ideal seria de 1/30.”
      Esperamos todos ter ajudado você!

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