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Jejum e rejuvenescimento:  o que têm a ver?

Jejum e rejuvenescimento: o que têm a ver?

Você sabia que o jejum é uma ótima maneira de ativar os genes do rejuvenescimento? Entenda!

OBSERVAÇÃO: o ideal é praticar jejum com supervisão profissional. Caso isso não seja possível, é aconselhável não se aventurar em jejuns muito radicais, e sim fazer um processo gradual e leve para o seu corpo.

O jejum, e principalmente o jejum espiritual, que diminui o estresse físico (provocado pelo excesso de comida), juntamente com os estresses emocional, psicológico, espiritual e ambiental, é uma ótima maneira de ativar os genes do rejuvenescimento.

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A Fisiologia do Jejum

(No nível físico do jejum, há muitas técnicas e abordagens. O objetivo aqui é apresentar um quadro geral para a compreensão do processo de jejum.)

A definição de jejum varia. Pode significar qualquer coisa, desde um jejum seco, que é a abstinência de toda comida e água, até o jejum de sucos frescos ou de comida de um nível menos denso do que estávamos comendo. Por exemplo, para um comedor de carne, um jejum seria uma dieta vegetariana.

Outra maneira de jejuar é se abster daquilo que é tóxico para o corpo e a mente, e, consequentemente, eliminar toxinas do sistema.

Ainda há outra definição de jejum, que inclui qualquer processo que inicia a autólise, durante a qual as células que funcionam mal são destruídas no processo de jejum e, depois, os componentes celulares são decompostos e metabolizados. Isso normalmente começa após três dias de jejum de água ou suco, que é o significado clássico de jejum. Nós paramos de jejuar quando a eliminação de produtos desnecessários está completa, e a autólise começa a destruir as células saudáveis. Este ponto é normalmente indicado pelo retorno do apetite e pelo desaparecimento da camada branca da língua.

Jejum e o rejuvenescimento

Quando as células se degeneram mais rapidamente do que as novas células se regeneram, temos a experiência do envelhecimento e da doença. Nas nações industrializadas, as pessoas morrem muito mais por causa do excesso de nutrição do que por falta dela.

O jejum ajuda a limpar as membranas basais para que os nutrientes possam começar a chegar às células, e um crescimento de células novas possa ser estimulado. As proteínas das células decompostas são remetabolizadas e usadas para construir novas células durante o jejum, assim, mesmo sem ingestão de proteína exógena para a construção celular, as células se regeneram.

Estudo de caso

Portanto, o jejum é uma forma acelerada de restrição calórica, e seus resultados estão completamente sintonizados com as descobertas da pesquisa de restrição calórica do Dr. Spindler e com as descobertas de outros pesquisadores, como o Dr. Gabriel Cousens, que, ministrando grupos de jejum de 7 dias, observou que as pessoas tinham a experiência de um rejuvenescimento radical.

As pessoas com casos sérios de pressão alta – em alguns casos chegando a 200/110 mmHg – conseguiam dentro de uma semana (embora às vezes levasse duas ou três semanas) sem medicação, retornar a uma pressão arterial normal. Após o jejum, a pressão dessas pessoas parecia aumentar em cerca de cinco pontos acima do que se constatava durante o jejum e se estabilizava nesse patamar. Assim, o Dr. Gabriel notou que um grupo de pessoas foi capaz de começar a reverter significativamente processos como doenças degenerativas crônicas, dor crônica, fadiga, depressão, ansiedade, distúrbios digestivos e síndrome X.

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Uma forma de explicar esse resultado surgiu quando o doutor Jeffrey Bland pessoalmente apresentou seu extraordinário livro, Genetic Nutritioneering (“Nutriengenharia Genética”), para o Dr. Gabriel Cousens.  Assim que viu o livro, tudo que estava acontecendo pareceu óbvio.

Conclusão do estudo

Pelo processo de jejum, as pessoas estavam ligando os seus genes de rejuvenescimento e reprogramando-os para um estágio anterior de sua expressão genética, recuperando a saúde. Com isso tornou-se claro que não apenas o que comemos, mas também o que não comemos, conversa com os nossos genes.

Esse avanço mudou a maneira como o Dr. Gabriel Cousens pensa a respeito da cura, e apoia esse processo muito antigo que retrocede a 5 mil anos.

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Entenda o jejum um pouco mais

Durante o jejum, o sistema de eliminação do corpo – a pele, os pulmões, o fígado, os rins e os intestinos – se torna mais ativo. Como o corpo não está gastando energia, digerindo e eliminando toxinas frescas no sistema, ele é capaz de direcionar toda sua energia para a eliminação de toxinas acumuladas e produtos de eliminação. A liberação aumentada é normalmente evidenciada pelo mau hálito, odor corporal, urina escura, aumento da secreção da mucosa e conteúdo do intestino com cheiro desagradável.

Por causa da energia extra, liberada pelo descanso do sistema digestivo, e por causa da desintoxicação e dos minerais frescos obtidos do jejum de sucos, por exemplo, o jejum tem efeito normalizante para o equilíbrio bioquímico e mineral nos tecidos, e é um tonificador do sistema nervoso.

Aliás, talvez seja o método de cura mais antigo conhecido. É muito bom para reequilibrar os problemas causados quando se come em excesso. O jejum tem sido usado, ao longo da história, para cura.  Grandes médicos como Hipócrates, Galeno e Paracelso o prescreviam. Na Suécia e na Alemanha, há centenas de clínicas de jejum. No Sanatório Buchinger, em Bad Pyrmont, na Alemanha, onde o Dr. Gabriel Cousens estudou, mais de 80 mil jejuns foram supervisionados.

Quando jejuar e não jejuar

O jejum intencional, por breves períodos de tempo, como de sete a dez dias, é considerado completamente seguro por muitos especialistas. Os jejuns terapêuticos de 14 a 21 dias são considerados comuns em clínicas de jejum europeias.

Se temos qualquer tipo de doença séria ou uma doença aguda ou crônica, o jejum é altamente recomendado, com a supervisão de um profissional de saúde que tenha conhecimento sobre a ciência do jejum.

Não devem jejuar as pessoas que tem uma constituição forte Vatta (classificação da medicina Ayurvedica), que são sensíveis a mudanças da vida, os que perdem peso facilmente e não conseguem recuperá-lo com facilidade, com doenças degenerativas, com as quais esteja sofrendo má nutrição ou emaciação extrema, ou as pessoas com doenças que definham. Se, nessas condições, essas pessoas insistirem no jejum, a supervisão de um profissional de saúde experiente é obrigatória. Em geral,  mulheres grávidas e lactantes, pessoas que não alcançaram maturidade física completa e as que estão cinco quilos ou mais abaixo do peso não devem jejuar.

Eu sou do biotipo Vatta, por isso não pratico jejuns longos de mais de 3 dias, mas pratico o jejum intermitente de 12h a 15h todos os dias há mais de 5 anos. Quando sinto necessidade, faço jejuns mais longos de até 42h. Os resultados são mente calma, paz, pele macia, sensação de limpeza, sistema digestivo regulado, e muitos outros benefícios.

Para mais orientações sobre como jejuar, veja nosso primeiro texto sobre jejum aqui no blog.


Referências: Nutrição Evolutiva – Fundamentos para a evolução individual e do planeta. Dr. Gabriel Cousens.


Will Powa é skatista e descobriu na dieta Plant Based o verdadeiro remédio para curar e prevenir adoecimentos físicos e mentais, além de viabilizar o enorme potencial do organismo humano. Além disso, é terapeuta holístico em Barras de Access e Radiestesia, cursa nutrição e trabalha com acompanhamento em transições para dietas saudáveis. Conheça seu trabalho no Instagram @powahealthyfood !


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