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Mitos sobre o veganismo: pare de acreditar neles agora mesmo

Mitos sobre o veganismo: pare de acreditar neles agora mesmo

Criamos este post com o objetivo de esclarecer para você alguns dos principais mitos sobre o veganismo. Acompanhe!

A transição para um estilo de vida mais sustentável é a escolha de muitas pessoas hoje em dia. No entanto, quando se trata de um tema tão polêmico sempre há quem o defenda com unhas e dentes e, também, existe quem invente e acredite em dados que carecem de fontes confiáveis.

Sabemos que em tempos de internet e comunicação desenfreada, são difundidas diversas informações sobre o universo vegano, e nem todas elas são verdadeiras. Criamos este post pensando em tudo isso e com o objetivo de esclarecer para você alguns dos principais mitos sobre o veganismo. Acompanhe!

Veganismo e vegetarianismo são a mesma coisa

Muitas pessoas ainda acreditam que veganismo e vegetarianismo são sinônimos. Com relação à alimentação, a diferença básica está no fato de que o vegano não come nada de origem animal. O vegetariano, por sua vez, se alimenta de produtos como leite, ovos e queijo. Todavia, é possível fazer algumas adequações em seu cardápio vegan, como:

Entretanto, a filosofia vegana vai muito além da alimentação. É uma verdadeira revolução no estilo de vida, uma vez que a pessoa deixa de consumir qualquer item que tenha origem animal ou que tenha sido testado em animais, como roupas, calçados, cosméticos, produtos de limpeza etc.

Sendo assim, pode-se entender que o vegetarianismo pode ser uma escolha motivada por diversas razões, como religião, saúde ou ética, enquanto o veganismo é movido principalmente pela luta contra a exploração animal.

Praticantes de esportes não podem ser veganos

A existência de vários atletas adeptos ao veganismo é a maior prova de que essa afirmação não passa de um mito. Alguns nomes são: Ruth Heidirich (triathlon), Morgan Mitchell (atletismo), Molly Cameron (ciclismo), Mad Danzig (MMA) e  Colin Kaepernick (futebol).

Deu para perceber que não tem nada a ver com fraqueza e desnutrição, certo? Inclusive, é válido ressaltar que a alimentação vegana pode trazer uma série de benefícios para o esportista, como mais energia e um tempo inferior de recuperação entre um treino e outro.

Alimentação vegana emagrece

ser vegano emagrece
Photo by Grooveland Designs from Pexels

A idealização de que a dieta vegan emagrece surgiu de outra bastante equivocada: pessoas veganas só comem salada. Não sei você, mas eu já vi hambúrguer, sorvete e outros alimentos tão deliciosos quanto calóricos.

É preciso entender que a alimentação vegana pode ser rica em gorduras e carboidratos, por exemplo. Por isso é necessário investir em um prato colorido e que, de preferência, tenha todas as categorias de alimentos (legumes, verduras, leguminosas, oleaginosas, cereais, sementes e frutas).

Veganismo e política não se misturam

A consciência da libertação animal é a causa fundamental de uma pessoa vegana e é espontaneamente integrada de valores políticos-ideológicos. Não tem como falar em veganismo e não falar em Direitos dos Animais, em libertação de uma minoria (animais), em igualdade moral (entre os dois tipos de animais, nós e eles, os bichos) e em oposição a uma ideologia conservadora (o carnismo especista).

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O cálcio só é consumido através do leite animal

Não é de hoje que disseminam a informação — errada, diga-se de passagem — de que o leite animal e seus derivados são as melhores, senão as únicas, fontes de cálcio. Porém, pouco se fala acerca da absorção desse mineral em nosso organismo, mas vamos por partes.

Primeiro: o cálcio não é exclusividade do leite de vaca e dos laticínios. Você pode encontrá-lo em abundância em alimentos como vegetais verde-escuros (como o brócolis, o quiabo e a couve), frutas secas (damasco, uva-passa e figo, por exemplo) e leguminosas (tofu, grão-de-bico, soja, feijões, ervilhas etc).

Segundo:  o cálcio encontrado nos vários alimentos vegetais é mais bem absorvido pelo nosso organismo. A composição absorvível do cálcio de um brócolis é de mais de 61%, contra os 32,1% do mineral encontrado no leite animal*. Contudo, é essencial procurar um nutricionista para que ele possa instruir você de forma mais adequada.

Ser vegano é caro

Esse é um dos mitos do veganismo mais propagados na internet. As pessoas dizem aos montes que não são veganas porque se trata de um estilo de vida muito caro. De fato, produtos industrializados encontrados em supermercados ou lojas de shopping podem sim apresentar um alto valor.

Mas você já experimentou fazer sua compra do mês em uma feira? Lá você encontrará praticamente tudo o que precisa para manter uma alimentação vegana e saudável por um preço bastante acessível.

Agora, quando se fala em moda e aquisição de outros produtos não alimentícios, é preciso ter consciência de alguns pontos que podem clarificar o valor a ser cobrado:

  • mão de obra justa;
  • insumos mais sustentáveis;
  • respeito à vida dos animais.

O preço de um produto que contém todos os atributos citados acima sempre será mais alto do que aquele que você pagará por um item oriundo de um trabalho que pode ser análogo à escravidão, insumos tóxicos e poluentes e desvalorização da vida animal.

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Ufa! Existem muitos mitos sobre o veganismo e sabemos que alguns são absurdos, mas outros são bastante complexos. De todo jeito, para não se enganar, é importante conferir as fontes de conteúdos que você consome na internet, combinado?

Se você aprendeu com este post não deixe de compartilhá-lo nas suas redes sociais para que outros pessoas possam encontrá-lo também!

* Esse dado foi retirado de “Choices for achieving adequate dietary calcium with a vegetarian diet” de Connie M Weaver, William R Proulx, and Robert Heane.


Mayara escreve sobre coisas que fazem seu coração bater mais forte desde 2016. Também gosta de ler, bordar, tomar café, assistir séries e afofar seu coelho (não necessariamente nessa ordem). Conheça ela no Instagram @may_paes!


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