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Movimento antivacina: entenda o que é e suas ameaças

Movimento antivacina: entenda o que é e suas ameaças

Entenda o que é o movimento antivacina e se veganos tomam vacina ou não!

Com a autorização emergencial da Anvisa para uso das vacinas CoronaVac e Oxford-AstraZeneca , as vacinações contra a Covid-19 finalmente começaram no Brasil. No entanto, essa conquista tem sido pouco comemorada devido a propagação de Fake News e ao movimento antivacina, ameaçando o combate à doença.

Até o momento em que escrevo este texto, a pandemia do coronavirus ceifou a vida de 217.664 brasileiros e brasileiras. Em termos globais, foram mais de 2 milhões de mortes! Além disso, a luta ainda está só começando, pois o aumento no número de novos casos e óbitos demonstram uma segunda onda, talvez até mais severa. Isso porque variantes mais contagiosas do vírus estão surgindo no mundo.

Com isso em mente, preparamos este post para explicar o que é o movimento antivacina e suas ameaças. Acompanhe!

O que é o movimento antivacina?

É difícil imaginar que, há algumas décadas, alguém poderia morrer facilmente de rubéola, meningite, poliomielite e tétano. Essas enfermidades se tornaram raras, mas isso só foi possível com a evolução da medicina e o desenvolvimento de vacinas.

Porém, essa vitória parece fazer parte de um passado cada vez mais distante. Tão distante que existe um grupo de pessoas que criticam a vacinação e colocam em risco sua relevância e a saúde mundial. Trata-se do movimento antivacina. Você sabe o que ele significa?

É uma oposição razoavelmente organizada à vacinação pública. A comunidade médica acredita que os antivacinas tiveram um estopim em 1998, quando Andrew Wakefield, um médico britânico, publicou um estudo mentiroso no The Lancet, uma prestigiada revista cientifica. Na pesquisa, Wakefield associava a vacina tríplice viral ao autismo.

Essa conexão nunca foi comprovada, evidentemente. Na verdade, pouco tempo depois, descobriu-se que o médico estava envolvido com advogados que queriam lucrar através de processos contra fabricantes de vacinas. Além disso, foram utilizados dados falsos e informações adulteradas sobre os pacientes.

Ainda assim, há quem use esse artigo como argumento contra a vacinação. A ideia de que as vacinas são culpadas de doenças ganhou força e hoje existem mães e pais que optam por não vacinar seus bebês, acreditando que estão fazendo o melhor pela criança e sem a consciência de que essa decisão afeta toda a sociedade.

Isso dado que a vacinação pode parecer algo individual, mas, verdade seja dita, é uma questão de saúde pública. Inclusive, a resistência à vacinação foi listada pela Organização Mundial da Saúde como uma das dez maiores ameaças à saúde global em 2019.

O movimento começou a ganhar adeptos por aqui, mas ele cresce especialmente na Europa e na América do Norte. O resultado desastroso disso é o surto de sarampo que ocorreu na Itália, registrando mais de 4 mil casos em 2017.

Quais as ameaças do grupo antivacina?

Na internet somos influenciados e influenciamos, e o mesmo acontece nesse contexto. Hoje, as redes sociais são amplamente utilizadas por grupos antivacina para veicular conteúdos que contestam a segurança das vacinas e compartilham questionamentos acerca de outros “métodos naturais” que evitariam doenças.

Ou seja, o movimento antivacina faz a desinformação alcançar mais pessoas e, também, confabula a desinformação. O objetivo dessas ações é deixar as pessoas com medo das vacinas. Em outras palavras, gerar ignorância.

O que esse grupo não fala é que quando alguém não se vacina, deixa de gerar imunidade de rebanho, que é o que protege pessoas que por algum motivo não podem se vacinar — imunocomprometidas, por exemplo, ou bebês muito pequenos. Isso porque quando a maior parte da população está vacinada, a doença para de circular, o que torna possível proteger pessoas vulneráveis.

Portanto, a maior ameaça que podemos citar do movimento antivacina é justamente o risco que essas pessoas correm com a disseminação de informações contrárias à vacinação.

Pessoas veganas devem se vacinar?

Essa é uma dúvida bastante comum na comunidade vegana, pois é sabido que a maioria das vacinas são testadas em animais e que, por isso, muitos ativitas veganos aderem ao movimento antivacina.

Sim, o uso de animais como cobaias é péssimo, mas de acordo com o site da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), já existem estudos que pretendem substituir os bichos nos testes. Aguardamos ansiosamente por isso.

Entretanto, pessoas veganas não são imunes ao coronavírus. Por isso, não podemos ficar sem nos proteger enquanto esperamos esse dia chegar. Seria irresponsável conosco, com as pessoas que amamos e, também, com a sociedade de modo geral.

É válido salientar que a Vegan Society não considera uma violação ética vegana o consumo de medicamentos e vacina. Lembre-se que o veganismo é realizado dentro do possível e do praticável e que é necessário estarmos bem para lutarmos pelo que acreditamos.


Esperamos que você tenha entendido o que é o movimento antivacina e percebido o mal que as ideias veiculadas por esse grupo podem causar na sociedade.

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Mayara escreve sobre coisas que fazem seu coração bater mais forte desde 2016. Também gosta de ler, bordar, tomar café, assistir séries e afofar seu coelho (não necessariamente nessa ordem). Conheça ela no Instagram @may_paes e no @bastidordesaturno.


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