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Pequenos livros, grandes leituras: 6 obras para manter na mesa de cabeceira

Pequenos livros, grandes leituras: 6 obras para manter na mesa de cabeceira

Livro bom não é sinônimo de livro grande. Por isso, preparamos uma lista de 6 pequenos livros para manter na mesa de cabeceira. Acompanhe!

O objetivo deste post é mostrar que tamanho não é documento quando se trata, também, de literatura. Pequenas obras podem esconder um conteúdo rico e garantir uma leitura de muito aprendizado e reflexão. A verdade é que livro bom não é sinônimo de livro grande.

Existem livros incríveis que você pode devorar com os olhos em apenas um dia, mas também há aqueles exemplares cuja leitura é tão deliciosa que vale a pena abrir um capítulo por dia e degustar aos poucos. Pensando nisso, preparamos uma lista de 6 pequenos livros para manter na mesa de cabeceira. Acompanhe!

1. ZENA Arte de Viver com Simplicidade, de  Shunmyo Masuno

Já comentamos aqui no blog sobre  7 práticas para viver com mais simplicidade e paz com base nas 100 dicas de sabedoria zen contidas nesse exemplar. Sendo sincera, quem é a pessoa que não deseja adquirir um olhar mais leve para as questões do dia a dia? É exatamente esse o efeito da obra de Masuno.

Zen — A Arte de Viver com Simplicidade é perfeito para manter na sua mesa de cabeceira. Cada capítulo é uma lição simples, o que torna esse livro uma dose diária de aprendizado. Vai por mim: descubra como alinhar os sapatos ao tirá-los por organizar sua mente.

2. Erros Fantásticos — O discurso “Faça Boa Arte”, de Neil Gaiman

Algumas leituras desempenham um papel importante em nossas vidas, pois é como se elas nos salvassem das nossas paranoias, medos e inseguranças. É assim que me sinto em relação a Erros Fantásticos de Gaiman. Confesso que até me emocionei quando li esse pequeno livro pela primeira vez.

A obra é o discurso de formatura que Neil Gaiman fez ao subir no palco da University of the Arts, na Filadélfia. No evento, ele compartilhou com os formandos, durante 19 minutos inspiradores, suas percepções sobre força, bravura e criatividade, incentivando-os a quebrarem regras e a fazerem boa arte. Aconselho fortemente que você tenha o livro para sempre lê-lo quando o desânimo bater, mas o discurso também pode ser assistido.

3. Sejamos Todos Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

Créditos: Photo by Samantha Sophia on Unsplash

Acho que Chimamanda, autora do best-seller Americanah, é a minha escritora preferida atualmente. Todos os livros que estampam o nome dessa mulher me atraem demais. Isso se dá, talvez, pelo fato de sua escrita ser leve e divertida, mesmo tratando de assuntos tão complexos e delicados.

É cativante e didática a forma como ela relata a questão de gênero, por isso garanto que Sejamos Todos Feministas é um livro para todes que desejam um mundo diferente, um mundo mais justo, onde mulheres e, também, homens são mais felizes e autênticos consigo mesmos.

E digo mais: Chimamanda foi simplesmente perfeita ao afirmar que ser feminista é essencial para libertar tanto mulheres quanto homens.

4. Para Educar Crianças feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

Para sermos todes feministas, é assim que devemos começar: “precisamos criar nossas filhas de maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente“. Chimamanda faz tudo, e eu posso provar.

Após o enorme sucesso de Sejamos Todos Feministas, a autora retomou o tema da igualdade de gênero em um manifesto com quinze sugestões para criar filhos e filhas dentro de uma perspectiva feminista. O pequeno livro é, na verdade, uma releitura de uma carta que Chimamanda escreveu para uma amiga que acabara de dar à luz a uma bebê.

São dicas simples e precisas de como oferecer uma educação igualitária para todas as crianças. Indico a obra para mulheres e homens, pais e mães de meninas e/ou meninos. Esse exemplar é ou não é digno de estar na nossa lista de pequenos livros, grandes leituras?

5.  Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro é uma filósofa e ativista brasileira que argumenta que não basta autoafirmar-se não racista, pois a inação contribui para perpetuar a opressão. A questão que a autora coloca é: o que cada um de nós está fazendo ativamente para combater o racismo?

Esse pequeno livro foi como um tapa na minha cara e me fez refletir bastante sobre meus privilégios enquanto pessoa branca. Estamos diante de um problema estrutural e precisamos todas e todos embarcar nessa ação antirracista, revendo atitudes cotidianas. Afirmo com toda certeza que o primeiro passo para isso você encontrará ao ler Pequeno Manual Antirracista.

6. Vamos Juntas? — O guia da Sororidade para Todas, de Babi Souza

Antes de se tornar um livro, o “Vamos Juntas?” foi uma ideia revolucionária da jornalista Babi Souza, que, em seu Facebook, propôs que mulheres andassem juntas para evitar ataques e assédios nas ruas. Em pouco tempo, o movimento ganhou o Brasil e se transformou em um canal que dá voz à união feminina.

O livro diz que o ato não é apenas sobre andar lado a lado até um local seguro, mas também de contribuir para um futuro em que possamos olhar com mais carinho e compaixão a outra mulher que está diante de nós. “Um futuro em que todas nós tenhamos sororidade“.


Espero que você tenha gostado das nossas dicas de pequenos livros para manter na mesa de cabeceira. Cada obra citada aqui é pequena em tamanho, mas esconde um oceano de bom conteúdo, o que faz dela uma grande leitura.

Agora, o que acha de conhecer 7 livros incríveis que podem mudar a sua vida (para melhor)?


Mayara escreve sobre coisas que fazem seu coração bater mais forte desde 2016. Também gosta de ler, bordar, tomar café, assistir séries e afofar seu coelho (não necessariamente nessa ordem). Conheça ela no Instagram @may_paes e no @bastidordesaturno.


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