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Wabi sabi: a arte de valorizar a imperfeição

Wabi sabi: a arte de valorizar a imperfeição

Trouxemos um conceito japonês que apresenta uma mensagem especial e um sentimento que faz bastante sentido para o momento em que estamos vivendo: o Wabi sabi. Ficou curioso? Acompanhe o post! Desacelerar, olhar para dentro de nós mesmos e valorizar os pequenos e simples, mas significantes, instantes que não voltarão mais são atitudes que você poderá melhorar a partir de agora.

O fim do ano nos faz refletir sobre o modo como levamos a vida, as escolhas que fizemos conforme os meses foram passando e as relações que construímos, e desconstruímos, em todo esse tempo. Com as férias chegando, é época de desacelerar, olhar para dentro de nós mesmos e valorizar os pequenos e simples, mas significantes, instantes que não voltarão mais. Pensando nisso, trouxemos um conceito japonês que apresenta uma mensagem especial e um sentimento que faz bastante sentido para o momento em que estamos vivendo: o Wabi sabi. Ficou curioso? Acompanhe o post!

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O que é Wabi sabi?

Em tudo há uma fissura. É por onde entra a luz.”. A frase da música Anthem, cantada pelo músico canadense Leonard Cohen (1934 – 2016), representa muito bem o Wabi sabi, pois significa que nem sempre as marcas que surgem com o tempo precisam ser, necessariamente, ignoradas ou apagadas. Todas as experiências e conhecimentos que adquirimos durante a vida advêm de acontecimentos e experiências, por mais simples que sejam, e reconhecer essas histórias, mesmo que dolorosas, pode nos tornar mais fortes. Com base nos ideais do zen-budismo, o Wabi sabi (わびさび) é um estilo de vida que se tornou tendência de arte e decoração oriental, envolvendo a valorização da beleza nas coisas imperfeitas e a aceitação da impermanência. Essa filosofia vai contra, geralmente, tudo o que buscamos para a nossa vida. Queremos ser perfeitos, ter as melhores roupas, ter a casa mais linda, ser a/o melhor profissional, a/o melhor mãe/pai, a/o melhor esposa/marido… No entanto, nessa loucura de tentar ser perfeito, esquecemos que as partes mais pequenas, simples e, até mesmo, insignificantes do dia a dia estão repletas de aprendizados que nos fazem evoluir para seres humanos melhores. Aliás, essa “redoma” de perfeição tem adoecido pessoas cada vez mais. Acompanhamos figuras e suas falsas vidas perfeitas no Instagram e isso nos faz odiar quem somos e o que temos. Nossas crianças crescem acreditando que só terão valor se tirarem as notas mais altas da sala, e isso resulta em jovens infelizes, ansiosos e depressivos. Até que ponto ser perfeito é o melhor para nós? Nesse contexto, percebemos o quanto é importante, para nós e para quem amamos, aceitar a imperfeição, a simplicidade, a irregularidade, a transitoriedade, a assimetria e o incompleto como tributos de beleza — isso é o Wabi sabi. Afinal, a beleza pode estar escondida nas rachaduras, nos desgastes e nas rugas do tempo, bem na frente dos nossos olhos.

Como praticar o Wabi sabi?

O caos e os excessos de nossa sociedade ofuscam os pequenos prazeres diários. Você quer ser capaz de enxergar magia e se tornar consciente de quais são os momentos que enriquecem sua vida? Confira nossas dicas!

Entenda o conceito slow life

O Wabi sabi harmoniza muito bem com o conceito de slow life: a arte de desacelerar e focar nossa atenção em valores mais reais e significativos. Essa é uma filosofia que envolve, sobretudo, conhecer melhor a si mesmo, redescobrir valores e tender à simplicidade para viver de maneira mais intencional, sustentável e saudável.

Exercite sua sensibilidade

A grandeza mora no imperceptível e nos detalhes negligenciados pelos olhos medíocres. Diferente do que é tido como belo tradicionalmente, a beleza no Wabi sabi não é monumental, duradoura e espetacular. Trata-se de algo secundário, transitório e escondido. Estamos falando de coisas sutis, por isso é fundamental exercitar sua sensibilidade para notá-las.

Enxergue beleza e utilidade no que é antiquado e quebrado

Vivemos em uma sociedade consumista e que descarta tudo em excesso. Porém, para o Wabi sabi, a verdadeira beleza se revela com o tempo, nos arranhões, no desgaste e nas linhas imperfeitas que surgem. Uma poltrona velha e machada, por exemplo, tem uma essência que falta em um móvel novo e polido. Portanto, passe a enxergar beleza e significado nas coisas que, para olhos menos sensíveis, não tem importância. Viva de forma mais intencional e sustentável.

Aceite as coisas como elas são se não puder mudá-las

Mudar é bom, certo? Sim, mas até certo ponto. No ocidente, entendemos o progresso e o crescimento como componentes indispensáveis para uma vida plena e feliz. Entretanto, para o Wabi sabi, a relevância está no processo, e não no produto final. Concentre-se no que é, normalmente, deixado de lado nessa caminhada que é a vida: as marcas e as imperfeições que registram a passagem do tempo.

Seja criativo e paciente

Seus olhos devem ser capazes de ver beleza onde pessoas menos criativas enxergam defeitos. Para tanto, é preciso compreender a experiência do Wabi sabi como ela realmente é: uma busca pela beleza em que já não é suficiente apenas olhar, é preciso ter tempo e paciência para ver de verdade.

Aprecie os ciclos naturais da vida

arte da imperfeição Não existe uma tradução para a palavra, mas podemos entender que “wabi” representa a simplicidade rústica, a elegância discreta e, também, pode se referir aos acidentes no processo que conferem singularidade a alguma coisa, enquanto “sabi” quer dizer a beleza natural que vem com o tempo. Vivemos em um mundo onde o envelhecimento é visto como a perda da juventude e, consequentemente, como algo ruim. Por essa razão, é compreensível que para tantas pessoas seja tão difícil aceitar e ser quem é — e isso leva uma multidão a correr contra o tempo por uma pele mais lisa ou uma decoração mais jovial na sala de estar. Contudo, existe beleza nos ciclos naturais da vida, e ela merece ser enaltecida. Agora que você vai praticar o Wabi sabi no seu dia a dia, o que acha de conhecer 7 destinos vegan friendly para viajar nas férias e relaxar?

2 comentários

    1. Parabéns, Ângela! Nesse mundo tão corrido, estamos precisando valorizar mais esse estilo. Esse é o melhor jeito de vivermos. Obrigada pelo comentário!

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